terça-feira, 10 de abril de 2012

Reminiscências 3

Augusto Banega Montenegro  -  Leio no facebook que algumas pessoas resolveram comemorar a Páscoa, ou seja, a ressurreição de Cristo, com uma festa englobando almoço, distribuição de bebidas e muitos tapinhas nas costas. Essa cultura enraizada na vida ribeirinha poderia ser considerada normal até a metade do século, mas hoje, em 2012, não tem mais razão de ser, de estar viva e latente, sempre a prejudicar a maioria do povo que sequer tem o direito de ter uma vida digna.
Quando essas comemorações extravasam os arraiais minúsculos em que se pretendem transformar as pequenas cidades, aí, sim, bate aquela vontade de dizer bem alto: foi para isso que esse pessoal foi eleito? Infelizmente, parece que sim, porque muita gente depende do emprego na Prefeitura, do trabalho nos colégios, nos hospitais e postos de saúde. E aí a gente percebe que o homem, o cidadão e sua dignidade, já não mais existem, não mais emolduram a fronte de grande parte dos filhos que, em busca do emprego fácil, da bebida gratuita e do cigarro filado já se incorporaram a essa perversa cultura do dar sempre, para receber as migalhas quando puderem ou os donos do poder assim o desejarem.
Infelizmente essas coisas acontecem e ocorrem sempre em municípios pequenos, como em Urucurituba, por exemplo, onde o poder manda e desmanda, pune e liberta, parecendo enfeixar em suas mãos a argúcia do advogado de defesa, a força do promotor que acusa e a serenidade do juiz do que dá a sentença. O poder pelo poder, pela cobiça e pela vaidade.
Quantas pessoas competentes foram alijadas do processo de trabalho  simplesmente porque se insurgiram contra esse tipo de administração? Enumerar os nomes seria fácil, mas o enorme feixe de palavras tomaria todo esse espaço. E, como as pessoas atingidas gritam, mas não são ouvidas, berram, mas sequer são notadas, resta a todos nós, que em outubro colocaremos outro inquilino, para gerir a coisa pública, agir com mais consciência, promovendo uma limpeza ética para tornar mais democrático o processo de alternância do poder. CHEGA DE VOTAR EM QUEM NÃO TEM CONDIÇÕES MORAIS E INTELECTUAIS PARA ADMINISTRAR NOSSO DINHEIRO E AS NOSSAS VIDAS!


·       É Jornalista

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