Augusto Banega Montenegro - O rompimento do governador Omar Aziz (PSD) com o senador Eduardo Braga (PMDB), já era esperado. Aliás, essa tênue amizade ainda durou bastante, mesmo quando o Governador sofria, mas não deixava extravasar, por causa das fofocas que assessores de Braga contavam a ele por telefone todos os dias. O caso da ponte foi uma dessas fofocas, que quase, quase, culmina com o rompimento ali mesmo.
O Blog da Floresta não teve nada a ver com o rompimento, embora tenha sido colocado como bode expiatório. Quando Omar disse, no Iranduba, andando de um lado para outro, evidentemente com raiva e absolutamente nervoso, que quando era vice e portanto, impedido de falar, de expressar o quê sentia, um “idiota” lhe dizia, fosse em qual local fosse, que não tinha nada que estar ali porque sua família o esperava em casa. “Ora, então porque queria ser candidato?”.
Para Omar, que esperou mais de um ano para dar o troco, exatamente na véspera do Dia do Trabalhador, o rompimento significou a independência das amarras que lhe prendiam a Braga. Independência porque, agora, vai falar e dizer e fazer aquilo que seu coração mandar e sua consciência permitir. Esse reflexo vai ser sentido em todo o interior do Estado, exatamente o local onde o poder de todo Governo é sempre mais sentido, porque envolve obras, formações de coalizões políticas e de muita necessidade.
Imbatíveis se permanecessem juntos nessas eleições de outubro, agora Omar e Braga vão ter de disputar a eleição de igual para igual com outros grupos que ficaram mais fortes, evidentemente, até mesmo o de Serafim Corrêa, o de Pauderney Avelino e o de Rebecca Garcia. Sem contar com o grupo do ex-senador Artur Neto, que, agora, pensa em ter candidato próprio com amplas chances de emplacar a vitória ou até uma vice.
Aguardem CONFIDÊNCIAS no próximo comentário.
*É Jornalista
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